Verão

Bem na pontinha dos pés,
sobre a erva do caminho,
com os sapatos na mão,
fui caminhando sozinho.

Belo dia de verão!
Tudo parado, quietinho…
perfumes para todo lado,
e um gostoso calorzinho.

O sol bateu em meu rosto
e a leve aragem do vento.
Fui caminhando com gosto
num passo lento, bem lento.

Demorei a encontrar
as minhas vespas amigas,
as cigarras a cantar,
as diligentes formigas.

Então, no grande silêncio,
uma formiga ouvi:
Precisamos trabalhar,
O outono está quase aí.

Já vão-se abrir as escolas,
Irás estudar também.
Adeus, meu bom amiguinho,
até o verão que vem!

Zilda Maria Vasconcellos

Trava Línguas

Se o bispo de Constantinopla
a quisesse desconstantinoplatanilizar
não haveria desconstantinoplatanilizador
que a desconstantinoplatanilizaria
desconstantinoplatanilizadoramente.

Se a liga me ligasse, eu também ligava a liga.
Mais a liga não me liga, eu também não ligo a liga

Se o papa papasse papa
Se o papa papasse pão,
Se o papa tudo papasse
Seria um papa -papão

Borboletas Amarelas

Borboletas amarelas
Pousam leve na janela
E com seu olhar aguçado
Admiram Anabela.

Com seu vestido rodado
Com bolinhas e miçangas
Rodopiando ao acaso
Entre rosas brancas
Um roseiral inteiro
Para alegrar o dia
Da graciosa Anabela.

Ela brinca esvoaçante
Sem nem se preocupar
Com o fim da estação
A primavera está findando
Vem chegando o verão.


O Pintas Dragão

Era uma vez uma ilha no meio do Oceano Atlântico há muitos e muitos anos.Essa ilha era habitada por estranhas criaturas inexistentes nos nossos tempos. Num dia de muito calor um ovo enorme eclodiu. Lá de dentro saiu um dragão verde às pintinhas amarelas.Como todos os dragões cuspia chispas de fogo e tinha uma língua que mais parecia um chicote vermelho. Apesar do ar assustador, o dragão era muito pouco temerário. Talvez por ainda ser pequenino. Ouvia um pássaro atravessar o céu e logo se escondia na gruta que lhe servia de abrigo. Devido a esse facto o dragão quase não conhecia a ilha onde morava. O dragão gostava muito de cogumelos e amoras.
Um dia comeu tanto que ficou doente, cheio de dores de barriga. As suas pintas amarelas até ficaram roxas. Gritava a bom gritar. Os seus gritos chegavam ao outro lado da ilha. Nesse lado existia um feiticeiro que cheio de pena de quem estivesse com tamanhas dores pôs-se a caminho. Seguindo os sons lá acabou por encontrar o dragão. Fez-lhe logo um chá de ervas.O dragão, cheio de medo, lá bebeu o chá,e passadas duas horas já não tinha dores. O feiticeiro questionou então:
- Nunca te tinha visto. Moras aqui há muito tempo?
- Nem por isso. Nasci há poucos meses e não costumo sair daqui porque temo que existam seres maus na ilha.
- Mas tu és um dragão! Não devias ter medo. Além disso, a ilha é muito calma e não há nada a recear. Um dia destes devias fazer-me uma visita. O lado de lá da ilha é muito bonito e além disso eu vivo muito sozinho.
Terminando a conversa, os dois despediram-se. O dragão nunca mais comeu em demasia.Mas a vinda do feiticeiro tinha sido muito produtiva. Além de ficar sem dores de barriga, ficou a saber que nada havia a temer no resto da ilha. E sempre tinha arranjado um amigo!
Certo dia nasceu no céu um sol radioso. O dragão pensou que seria uma bela ocasião para ir visitar o seu amigo feiticeiro. E assim fez. Pelo caminho ia ficando admirado com o que ia encontrando. Naquele lado da ilha a vegetação era diferente e teve mesmo de atravessar um riacho!
Estava quase a chegar quando se lembrou que não tinha nada para oferecer ao seu amigo. Muito atento, pôs-se à procura de algo. Como “quem procura sempre encontra”, levou-lhe um cogumelo muito perfeitinho e bonito.
À chegada, o feiticeiro veio ao seu encontro.
- Meu querido amigo! Há quanto tempo? Nunca mais teve dores de barriga?
- Ah! Não! Até lhe trouxe um cogumelo.
- Vou já prepará-lo. Assim vamos comê-lo ao lanche. Mas primeiro temos de ver se este cogumelo não é venenoso, porque se fôr e o comermos ficaremos os dois muito doentes. Conversaram longamente, e como escureceu entretanto, o dragão ficou lá a dormir até ao dia seguinte. Depois, é claro, voltou à sua gruta no outro lado da ilha. Mas já estava combinado. Quando pudesse, o feiticeiro ia vê-lo. Nada como um bom amigo para as ocasiões, não é verdade?

E não te esqueças: se procurares, encontrarás!

Autor: Anabela Baptista


O meu pequeno-almoço

Pão e leitinho
Logo de manhã       BIS
O pequeno-almoço
Dá-me a mamã

O meu pequeno-almoço
A primeira refeição        BIS
De manhã ao acordar
Que grande satisfação

Com ele vou crescer
E andar todo o dia        BIS
O pequeno-almoço
Dá-me energia

O meu pequeno-almoço
A primeira refeição        BIS
De manhã ao acordar
Que grande satisfação


Trava Línguas

Tinha tanta tia tantã.

Tinha tanta anta antiga.

Tinha tanta anta que era tia.

Tinha tanta tia que era anta.

O sabiá não sabia.

Que o sábio sabia.

Que o sabiá não sabia assobiar.

O doce perguntou pro doce

Qual é o doce mais doce

Que o doce de batata-doce.

O doce respondeu pro doce

Que o doce mais doce que

O doce de batata-doce

É o doce de doce de batata-doce.

A Herdade do Joãozinho

- Sabes, Leninha, que vou ser um grande lavrador? – dizia o Joãozito para a irmã.
- Mas se ainda ontem pensavas em ser médico!?
- Isso era ontem – respondeu o João. – Amanhã tu verás como a nossa vida vai mudar!
E enquanto ele se balançava no cavalo de pau, a pequenita murmurava: “Mas que estranha surpresa estarás tu a arquitectar?”
Na manhã seguinte, o nosso “lavrador”, sempre seguido pela intrigada manita, foi à coelheira buscar seis coelhinhos e metendo-os num caixotinho, saiu porta fora direitinho à loja do compadre Malaquias.
Mestre Malaquias, que parecia estar à espera dele, entregou-lhe, em troca, uma bela nota de cem escudos e dois caixotes.
- Que vais fazer com esses caixotes? – perguntou a Leninha.
- Vou construir uma capoeira para as galinhas que encomendei! – respondeu o João, todo importante.
- Boa ideia! – concordou a Lena. – Tu montas a herdade e eu fico desde já nomeada tua ajudante.
- Agora vamos semear rabanetes, alfaces e couves, pois o mestre Malaquias prometeu comprar todas as semanas a minha colheita.
- Vai ser maravilhoso! – exclamou a menina. – Toca a trabalhar que se faz tarde.
E os dois garotinhos começaram logo a cavar num cantinho do jardim, preparando a terra para as suas sementeiras.
E foi assim que a herdade começou. Com o dinheiro dos coelhos compraram galinhas e milho. Dos ovos nasceram pintos e as sementeiras deram belos produtos. E o senhor Malaquias comprava tudo quanto lhe levavam...
Dia a dia os lucros aumentavam e os seus mealheiros já estavam mesmo a transbordar.
Um belo dia, porém, o mealheiro do Joãozito apareceu vazio. Mas no lugar do dinheiro surgiu na herdade um novo hóspede sob a forma do mais rosado dos bacorinhos.
– Agora, sim, és, na verdade, o rei dos lavradores – disse a Leninha.


Charadas

Completa as palavras



Nome de homem        J _ _ _
Vemos com os           O _ _ _ _
Nome de flor             R _ _ _
O avô gosta do          N _ _ _
Na Páscoa comemos  A _ _ _ _ _ _ _
No céu vê-se a           L _ _

Os Números em Inglês

As Vogais

Vem lá o A Menina gordinha
Redondinha
Ao pé
Que vem o E
Que vivo que é!
Depois o I
E ri
Com o seu chapelinho
No caminho
De pópó, vem o O
E gira na mó
Por fim vem o U
No seu comboio
A fazer U-u-u-u

1,2,3, macaquinho do Chinês

Jogam oito ou mais crianças, num espaço que tenha parede ou muro, embora estes possam ser substituídos por um risco desenhado no chão.


Uma criança, o “macaquinho chinês, posiciona-se junto ao muro, virada para a parede, e de costas para as outras, que estão colocadas lado a lado, a cerca de dez metros ou mais.
O macaquinho chinês bate com as mãos na parede dizendo: “Um, dois, três, macaquinho chinês”.

Enquanto este diz a frase, os outros avançam na direcção da parede. Mal o macaquinho chinês termina a frase volta-se imediatamente para os outros, tentando ver alguém a mexer-se. Quem for visto a mexer-se volta para trás até à linha de partida. Assim, as crianças só podem avançar quando o macaquinho chinês diz a frase, pois ele pode fingir voltar-se para a parede e olhar para trás, a ver se apanha alguém a mexer-se.

A primeira criança que chegar à parede será o próximo macaquinho chinês.

Noutra variante, quando o macaquinho chinês se vira para as outras crianças e estas se encontram estáticas, faz cócegas a duas delas (escolhidas ao acaso), tentando que estas se mexam e obrigando-as assim, a regressarem para a linha de partida.


Um Peixe a Nadar

Um peixe a nadar eu vi, eu vi
Pró apanhar caí, caí
Molhei os calções aqui ali
Fiquei constipado atchim atchim.

Um peixe a nadar eu vi, eu vi
Pró apanhar caí, caí
Molhei o casaco aqui ali
Fiquei constipado atchim atchim.

Um peixe a nadar eu vi, eu vi
Pró apanhar caí, caí
Molhei chapéu aqui ali
Fiquei constipado atchim atchim

Olá a todos

Este vai ser um novo cantinho dedicado a Educadores, Professores, Animadores, etc.
Tem como tema principal ajudar e animar o dia a dia das crianças com canções, jogos, histórias entre outras coisas divertidas.

ESpero que gostem