A verdadeira história do Pai Natal


O Pai Natal tem vários nomes dependo do país e cultura, mas independentemente do nome que ele recebe, trata-se sempre de S. Nicolau, um senhor muito simpático e generoso, que nasceu no ano de 350 d.C., em Patara. Depois de viajar por muitos sítios, S. Nicolau decidiu ir viver em Mira, onde anos mais tarde tornou-se bispo da Igreja Católica. Muitos milagres lhe são atribuídos e grande parte destes relacionam-se com a doação de presentes. Ele, hoje, ainda é vivo já que a sua Fonte de Vida é a crença das pessoas na sua existência, quando ninguém mais acreditar no Pai Natal é quando ele morre!
 
Actualmente ninguém sabe ao certo onde é que o Pai Natal vive, uns dizem que é na Noruega, outros dizem que é na Finlândia e ainda outros dizem que ele vive no Pólo Norte. A verdade é que o Pai Natal não quer que ninguém saiba onde é que ele mora, para conseguir trabalhar sem ser incomodado, pois o seu trabalho não se resume a distribuir os presentes na noite de Natal, é também necessário fazer os presentes, saber o que cada criança pediu e o que cada uma realmente merece.
 O Pai Natal tem uma lista, que actualmente já é computorizada, de todas as crianças do mundo. O Pai Natal e os seus ajudantes, os duendes, através dessa lista sabem onde é que cada criança mora e assim podem observar o seu comportamento ao longo do ano.
Para conseguir entregar todos os presentes numa só noite, o Pai Natal tem de usar a sua magia, tanto o seu trenó como as suas renas são mágicas. As renas do Pai Natal são nove: Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donder, Blitze e Rodolfo. A rena que lidera o trenó é o Rodolfo, já que este tem um nariz brilhante que ilumina todo o caminho.

História do Natal: origem e curiosidades

A celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos.
Tudo começou com um antigo festival mesopotânico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk.
Para os mesopotânios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, o seu principal deus, era preciso derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha. A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com as suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto levava todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida.
Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilónios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos que tomavam o lugar dos seus mestres.
A Mesopotâmea, chamada de mãe da civilização, inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos.
Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival de nome Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de Janeiro, comemorava-se o Solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra. Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objectos eram usados para presentear uns aos outros.
Apenas após a cristianização do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. Conta a Bíblia que um anjo, ao visitar Maria, disse que ela daria a luz ao filho de Deus e que seu nome seria Jesus. Quando Maria estava prestes a ter o bebé, o casal viajou de Nazaré, onde viviam, para Belém a fim de realizar um recenseamento solicitado pelo imperador, chegando na cidade na noite de Natal. Como não encontraram nenhum lugar com vagas para passar a noite, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e deitado numa manjedoura.
Pastores que estavam com os seus rebanhos próximo do local foram avisados por um anjo e visitaram o bebé. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso, voltando depois para seus reinos e espalharam a notícia de que havia nascido o filho de Deus.
A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados.
Hoje, as tradições de Natal diferem de acordo com os costumes de cada país.

Adivinhas de Natal



Estou sempre verde
De Inverno e de Verão
Brilhantes de luzes
Vocês me acharão

No mês de natal

Quem sou eu afinal?
R: Pinheirinho de Natal
A enfeitar o pinheiro
É onde gosto de estar
Sou muito redondinha
E fácil de pendurar
R: Bola de Natal
Eu sou um bolo colorido
Com muitos frutos saborosos
E um brinde podem encontrar
Aqueles que forem mais gulosos
R: Bolo Rei
Sou um Pai muito feliz
Que traz ao lar muita alegria
Ando sempre lá por fora
Só venho a casa um dia
R: Pai Natal

Pinheirinho



Pinheirinho, Pinheirinho
De ramos verdinhos
P'ra enfeitar, p'ra enfeitar
Bolas, bonequinhos
Uma bola aqui
Uma acolá
Estrelinhas que luzem
Que lindo que está
Olha o Pai Natal
De barbas branquinhas
Trás o saco cheio de lindas prendinhas

Brilha, brilha, lá no céu

Brilha, brilha,
Lá no céu,
A estrelinha que nasceu.
Logo outra surge ao lado
E o céu fica iluminado.
Brilha, brilha,
Lá no céu,
A estrelinha que nasceu.

Jogo do Botão

 Onde estás botão, onde estás
Onde estás botão, zás, trás, pás!

Olarilolela, o botão é dela
Onde estás botão, zás, trás, pás!

Eu tenho um vestido cor de lilás
tenho uns calções, com um bolso roto atrás
Olarilolela, o botão é dela
Onde estás botão, zás, trás, pás!

Sugestão de actividades:  Cantar a canção mimando movimentos fluídos e contínuos, de acordo com a letra. Sentar os meninos numa roda. Uma criança senta-se no meio da roda com os olhos tapados. Passar um botão de mão em mão. No final da canção, todos os meninos escondem as mãos atrás das costas e a criança que está no meio da roda deve adivinhar onde está o botão. Jogar o jogo "está frio, está quente" para ajudar a criança a adivinhar. A criança que tinha o botão passa para o meio da roda.

Rimas do Calendário



1. Dias da semana

Não há sábado sem sol,
Não há domingo sem missa
Nem segunda sem preguiça.

Lixa do Alvão


Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
Sábado é prà brincadeira
Domingo pra namorar.

Namora o pai,
Namora a mãe,
Namora a filha.
E eu que sou da família
Também quero namorar.

Vila Frade, Chaves


Amanhã é domingo,
Toca o sino.
O sino é de ouro,
Pica-se o touro.
O touro é bravo,
Pica-se no rabo.

Lixa do Alvão


Amanhã é domingo,
Cantará o pintassilgo.
O pintassilgo é doirado,
Não tem sela nem cavalo.
Tem uma burrinha cega.
Chega aqui a Castela,
A Castela castelão.
Meu padrinho dê-me pão
Para mim e para o meu cão.
O meu cão não está cá,
Está debaixo de um navio
E canta como um assobio.

Chaves


2. Meses do ano

Em Janeiro
Sobe ao outeiro.
Se vires verdejar,
Põe-te a chorar.
Se vires terrear,
Põe-te a cantar.

Chaves


Março marçagão
Manhã cara de cão.
De dia zoa a abelha
E à noite prà cortelha.

Chaves



Em Abril águas mil,
Vai a velha pró covil
E a cadela pró canil.

Lixa do Alvão


3. Horas
Meio-dia:
Panela cheia,
Barriga vazia.

São Miguel, Açores


A Origem das 7 Cores do Arco-Íris

Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
Vermelho - Laranja - Amarelo - Verde - Azul - Anil - Violeta

S. Martinho - várias canções


Canção: O ouriço já secou


O ouriço já secou
já caiu a castanhinha. (bis)
Vamos agora comer
a castanha cozidinha. (bis)

Cozidinha ou assadinha
na fogueira a saltitar. (bis)
É dia de S. Martinho
vamos cantar e bailar. (bis)



Canção: No meu bolso guardei


No meu bolso guardei
meia dúzia de castanhas
de tão quentes que estão
'inda queimo a minha mão.
Vou dá-las ao pai
Vou dá-las à mãe
Castanhas quentinhas
que cheiram tão bem.

Vou dá-las ao pai
Vou dá-las à mãe
Castanhas quentinhas
que sabem tão bem.



Canção: Uma, duas, três


Uma, duas, três castanhas
eu te vou dar (bis)
Uma, duas, três castanhas
para brincar. (bis)

Castanhas quentinhas
ao lume a estalar
Nós vamos assá-las
até nos fartar. (bis)

A Barca Virou

 A barca virou,
No fundo do mar,
Porque a (nome da pessoa)
Não soube remar.
Adeus (nome da pessoa) !
Adeus, Maranhão !
Adeus, (nome da pessoa) !
Do meu coração !

Essa cantiga é uma variação de “A Canoa Virou” e pode ser usada em brincadeira de roda.
Como usar em brincadeira de roda:
As crianças de mãos dadas formam uma roda e giram cantando. A criança cujo nome foi mencionado nas quadras, sai da roda.
Repetem-se as quadras, citando-se o nome de cada criança que estava à esquerda daquela que saiu. Prossegue a brincadeira até que a roda desapareça.

A Casinha

Fui morar numa casinha- nha
Infestada- da de cupim- pim- pim
Saiu de lá- lá- lá
Uma lagartixa- xá
Olhou pra mim
Olhou pra mim e fez assim:
Smack! Smack ( deitar a lingua de fora e fazer som)


Fui morar numa casinha - nha
infestada-da de morceguinho-nho
saiu de lá - lá - lá
uma bruxinha - nha
olhou pra mim
olhou pra mim e fez assim
(dar uma gargalhada)

Fui morar numa casinha - nha
infeitada-da de florzinha - nha
saiu de lá - lá - lá
uma princesinha - nha
olhou pra mim
olhou pra mim e fez assim
(mandar beijinhos)

O Coelho Alberto

O COELHO ALBERTO DISSE AO NETO
QUE É PERIGOSO ANDAR A PASSEAR
POIS LÁ NA SELVA HÁ CROCODILOS
E OS COELHINHOS SÃO UM BOM JANTAR

PASSO A PASSO O CROCODILO AVANÇA
ABRE A BOCA E ENTÃO… (CLAP, CLAP)

O COELHINHO NÃO DEU OUVIDOS
E PARA A SELVA FOI PASSEAR
DEU DE CARAS COM O CROCODILO
E POR POUCO QUE NÃO FOI… (CLAP, CLAP)

AI QUE SUSTO, AI QUE SUSTO
QUE NEM SEI DO CORAÇÃO (BIS)

A CABEÇA ESTÁ TÃO QUENTE
QUE CALOR AI QUE AFLIÇÃO (BIS)

HOJE O COELHINHO DIZ AOS OUTROS
QUE É PERIGOSO ANDAR A PASSEAR
POIS LÁ NA SELVA HÁ CROCODILOS
E OS COELHINHOS SÃO UM BOM JANTAR

PASSO A PASSO O CROCODILO AVANÇA
ABRE A BOCA E ENTÃO… (CLAP, CLAP)

Vai Abóbora

Vai abóbora vai melão
de melão vai melancia
Vai jambo sinhá, vai jambo sinhá,
vai doce, vai cocadinha
Quem quiser aprender a dançar,
 vai na casa do Juquinha
Ele pula, ele dança, ele faz requebradinha

( cada frase repete 2x)

Trava Línguas

O doce perguntou pro doce
Qual é o doce mais doce
Que o doce de batata-doce.
O doce respondeu pro doce
Que o doce mais doce que
O doce de batata-doce
É o doce de doce de batata-doce.

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Disseram que na minha rua
Tem paralelepípedo feito
De paralelogramos.
Seis paralelogramos
Tem um paralelepípedo.
Mil paralelepípedos
Tem uma paralelepípedovia.
Uma paralelepípedovia
Tem mil paralelogramos.
Então uma paralelepípedovia
É uma paralelogramolândia?

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Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia que sua tia
Chamar largatixa
de lagartinha!

Centenário da República Portuguesa

A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.
A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, a república apresentava-se como a única capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.
Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República.[ Entre outras mudanças, com a implantação da república, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional e a bandeira.

Pisca

As crianças formam dois círculos concêntricos, ficando aos pares umado uma atrás da outra.. No centro do círculo fica uma criança.

A criança do meio pisca o olho para uma das crianças do círculo mais próximo de si, de forma que o seu par (que está atrás) não se aperceba. Se aquela, a quem foi piscado o olho, conseguir chegar ao centro sem ser tocada (a que está atrás terá de estar atenta e tocar o seu par, evitando que ela chegue ao centro); será ela a próxima a piscar. A criança que fugir coloca-se atrás da que lhe piscou o olho.

Se a criança, ao tentar ir para o meio, for tocada volta de novo para o seu lugar, continuando a piscar a que está no meio.

O Outono

O Verão vai partir
e o Outono está a chegar,
é tempo de ver as folhas cair
e da escola começar;

O vento começa a soprar,
a chuva começa a cair,
está na hora de agasalhar
e ver as andorinhas partir;

As férias já lá vão,
é hora das lareiras acender,
com folhas de várias cores caindo no chão
e com castanhas assadas para comer.

A Descoberta da Joaninha

Dona Joaninha vai a uma festa em casa da lagartixa.
 Vai ser uma delícia!
 Todos os bichinhos foram convidados...
 Dona Joaninha quer ir muito bonita!
 Porque, assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela!
  E ela poderá se divertir a valer!...
  Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura, muitas pulseiras nos   braços e ainda levou um leque para se abanar.
 No caminho encontrou Dona formiga, na porta do formigueiro, e disse:
 - Bom dia, Dona Formiga!
 Não vai à festa da lagartixa?
 - Não posso, minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não tive tempo de me preparar...
 - Não tem problema! Tudo bem! Eu posso emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela! Quer?
- Mas que legal, Dona Joaninha!
Você faria isso por mim?
- Claro que sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você.
  E lá se foram as duas. A formiga radiante com a fita na cabeça.
  Dali a pouco encontraram Dona Aranha, na sua teia, fazendo renda.
 Ao ver as duas, a aranha falou:
  - Oi! Onde vão vocês duas tão bonitas?
  - À festa da lagartixa! Você não vai?
  _ Sinto muito! Não posso...tive muitas despesas e sem dinheiro não pude me preparar para a festa!
  Não seja por isso! disse a Joaninha - Estou muito enfeitada! Posso bem emprestar as minhas pulseiras...Vão ficar lindíssimas em você!
 - Que maravilha! disse a aranha entusiasmada.
 - Sempre tive vontade de usar pulseiras nos braços! Dona Joaninha, você é legal demais! Sabia?
 E dona Aranha, muito beliz, acompanhou as amigas.
 Logo adiante encontraram a taturana. Como sempre, morrendo de calor!
 - Oi, Dona Taturana! Como vai?
- Mal! Muito mal com esse calor!...Sabe que nem tenho coragem de ir à festa da lagartixa?
 - Ora! Mas para isso dá-se um jeito! disse a Joaninha muito amável. - Poderei emprestar o meu leque.
 E lá se foi também a taturana, felicíssima, abanando-se com o leque e encantada com a gentileza da amiga.
 Mas, logo depois, deram de cara com a minhoca, que tinha posto a cabeça para fora da terra para tomar um pouco de ar.
- Dona Minhoca não vai à festa? disse a turminha ao passar por ela.
- Não dá, sabe? Eu trabalho demais! Quase não tenho tempo para comprar as coisas de que preciso... E, agora, estou sem ter uma roupa boa para vestir! Sinto bastante! Porque sei que a festa vai ser muito legal! Mas, que se vai fazer...
 - Ora, Dona Minhoca - disse a joaninha com pena dela. - Dá-se um jeito...Posso emprestar a minha faixa e com ela você ficará muito elegante!
A minhoca ficou contentíssima! E seguiu com as amigas para a festa.
Dona Joaninha estava tão feliz com a alegria das outras que nem reparou ter dado tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita.
 Mas, a alegria do seu coração aparecia nos olhos, no sorriso, e em tudo o que ela dizia! E isso a fez tão linda, mas tão linda que ninguém na festa dançou e se divertiu mais do que ela!
Foi então que a Joaninha descobriu que para a gente ficar bonita e se divertir, não é preciso se enfeitar toda.
  Basta ter o coração bem alegre, que essa alegria de dentro deixa a gente bonita por fora! E ela conseguiu essa alegria fazendo todo aquele pessoal ficar feliz!

autor: Vera Stefanello

Chegada á Escola

Chegámos á nossa escola
Cantamos com alegria
Saudamos os amiguinhos
Bom-dia bom-dia

Bom-dia à …. (vamos dizendo o nome das crianças da sala)

Coelhos às tocas

Dividir as crianças em dois grupos numericamente iguais. Um grupo constitui as tocas e o outro os coelhos.
As crianças escolhidas para tocas devem espalhar-se por todo o espaço e tomar a posição de pé com as pernas afastadas, sem se mexerem. O professor dá a ordem de correr aos “coelhos” e estes correm por todo o espaço. À voz de “Coelhos às tocas”, os coelhos põem-se de gatas debaixo das pernas das tocas. Têm de entrar por detrás das tocas, para evitar choques.
O professor deverá colocar-se atrás de uma toca qualquer, para que um coelho fique sem lugar. O coelho que fica sem toca perde um ponto.
Depois de quatro ou cinco jogadas, as crianças trocam de posição. Os coelhos tomam o lugar das tocas e vice-versa. Ganha a criança com menos pontos porque ficou menos vezes sem toca.

O Menino e o Sonho

” Era uma vez um herói chamado Beto Carrero. Ele era forte e valente. Montava no seu fiel cavalo, o mais veloz d todos os tempos.
Manejava uma arma e um chicote com rapidez e bravura como ninguém.
Domava cavalo selvagem e dominava qualquer fera, pois era o mais corajoso cowboy que este mundo já viu. Lutava pela justiça e defendia os pobres e inocentes.”
Enquanto Sérgio contava a História, Aninha arregalava os olhos:
– Nossa, Sérgio! Que bonito! Onde você conheceu esse Herói?
– Ele nasceu aqui, apantou para sua cabeça. E agora mora aqui- apontou para o seu coração.
Aninha não entendeu, Sérgio então explicou:
– Eu sou o Beto Carrero, Aninha. Quer dizer, serei um dia.
A menina sorriu, sacudiu a cabeça de longas tranças e disse:
– Sérgio, Sérgio, você não tem jeito! Vive sonhando! Até pensei que era verdade.
Aninha apanhou o balde cheio de leite que Sérgio tinha ordenhado de mimosa, e seguiu em direção à casa grande, deixando Sérgio com seus sonhos.
Sérgio era um garoto forte e saudável. Nasceu ali na grande fazenda.
Desde cedo, quando mal sabia andar, aprendeu com seu pai a montar cavalo. Menino ainda, lidava com o gado como um verdadeiro vaqueiro .
Não havia cavalo que Sérgio não montasse. Cora por aquelas bandas.
Sérgio era realmente um menino diferente! Ele tinha um sonho. Mas não era um sonho qualquer, era o sonho de sua vida!
Inteligente e curioso, Sérgio lia muitos livros. Gostava de histórias do rei Artur, Búfalo, Tarzan, Robin Hood, Zorro e tantos outros. Eles eram heróis. E ele seria como um deles.
Além dos livros, Sérgio gostava de circo. Quando aparecia uma caravana, a pequena cidade de perto da fazenda fazia uma festa!
E lá ia Sérgio e seus irmãos ver o circo. Algumas vezes ele até entrou escondido por baixo da lona, queria ver de perto aqueles homens corajosos que desafiavam o perigo no trapézio ou com feras. Ele sentia que um dia, seria como eles.
O tempo passou e Sérgio cresceu. Tornou-se um jovem e o seu sonho levou para muito longe.
Deixou a fazenda na cidade de São José do Rio Preto e foi para a cidade de São Paulo. Montou com seu irmão uma empresa e começou a viajar. Adquiriu terras e tornou-se um próspero empresário.
Um dia, Sérgio decidiu que era hora de seguir o seu coração e realizar seu sonho. Montou uma caravana de artistas e começou a apresentar-se pelo Brasil?
Nasceu então a lendária figura de beto Carrero. Quando a caravana chegava em uma cidade, as pessoas corriam para ver.
Elas se admiravam ao contemplar de perto aquele que seria um herói de verdade.
Os espetáculos encantavam principalmente as crianças, onde vários artistas mostravam suas habilidades. Mas quando Beto Carrero entrava em cena, era uma hora mágica!
Ele fazia proezas em seu cavalo, vencia os bandidos, enfrentava e domava animais selvagens. Beto Carrero representava tudo que havia de bom: era corajoso, forte, ágil, bondoso, justo, defensores fracos e amigo das crianças, um verdadeiro herói. Ele conseguia levar alegria, beleza e fantasia para a vida daquelas pessoas. O sonho transformou-se em realidade e cresceu ainda mais: Sérgio ( que agora era Beto Carrero) queria construir um reino encantado, um enorme parque, onde as pessoas pudessem se divertir, brincar, sonhar e viver as fantasias que existiam somente nos livros e filmes. Conhecer animais de todas as partes do mundo e as façanhas dos artistas de circo.
Ele queria construir ” o Mundo Encantado De Beto Carrero”. Para realizar seu sonho, visitou outros países em busca de inspiração e tecnologia. E várias cidades e estados do Brasil em busca do lugar perfeito.
Quando chegou em Penha, cidade de Santa catarina, diante de uma linda paisagem de mar e floresta, seu coração disparou: era aquele o lugar. Comprou aquelas terras e começou a dar forma ao seu sonho.
Anos depois, Beto Carrero World tornou-se um maravilhoso e admirável parque temático. E do alto de uma colina, montando em seu fiel cavalo Faísca, Beto Carrero contempla toda a beleza de sua criação e diz para seu coração: - Valeu a pena sonhar!


Camaleão

Este jogo necessita de um espaço relativamente plano, delimitado e onde exista uma parede ou muro. Jogam pelo menos seis crianças.
Coloca-se uma criança (camaleão) junto à parede, virada para ela e de olhos tapados pelas mãos. As restantes crianças estão colocadas à vontade, a uma distância de cerca de dez metros. Ao sinal de início do jogo, as crianças perguntam em coro àquela que está junto da parede: “Camaleão, de que cor?” . O camaleão responde dizendo uma cor, por exemplo, o azul.
Mal diz a cor, neste exemplo, o azul, o camaleão vira-se e começa a correr atrás dos colegas, que fogem. Ao fugir, as crianças procuram um objecto da cor escolhida e tocam nele, a fim de se livrar. Neste caso, o camaleão não as pode caçar. Só pode caçar aquelas crianças que ainda não se livraram, ou seja, não tocaram na cor escolhida.
Se o camaleão tocar em alguém antes de se livrar, este passa a ser o novo camaleão. Se o camaleão não conseguir caçar ninguém, continua nesta função.
De referir que, quando as crianças fazem a pergunta: “Camaleão, de que cor?”, e este responde “cor de burro quando foge”, as crianças ficam quietas, não podendo fugir. Aquela que se mexer perde e passa a ser o novo camaleão.

Os patinhos

Todos os patinhos
sabem bem nadar (bis)
cabeça para baixo
rabinho para o ar

Quando estão cansados
da água vão sair (bis)
depois em grande fila
p'ro ninho querem ir

Na hora da papa
todos querem comer (bis)
atrás da mamã pata
vão todos a correr

Verão

Bem na pontinha dos pés,
sobre a erva do caminho,
com os sapatos na mão,
fui caminhando sozinho.

Belo dia de verão!
Tudo parado, quietinho…
perfumes para todo lado,
e um gostoso calorzinho.

O sol bateu em meu rosto
e a leve aragem do vento.
Fui caminhando com gosto
num passo lento, bem lento.

Demorei a encontrar
as minhas vespas amigas,
as cigarras a cantar,
as diligentes formigas.

Então, no grande silêncio,
uma formiga ouvi:
Precisamos trabalhar,
O outono está quase aí.

Já vão-se abrir as escolas,
Irás estudar também.
Adeus, meu bom amiguinho,
até o verão que vem!

Zilda Maria Vasconcellos

Trava Línguas

Se o bispo de Constantinopla
a quisesse desconstantinoplatanilizar
não haveria desconstantinoplatanilizador
que a desconstantinoplatanilizaria
desconstantinoplatanilizadoramente.

Se a liga me ligasse, eu também ligava a liga.
Mais a liga não me liga, eu também não ligo a liga

Se o papa papasse papa
Se o papa papasse pão,
Se o papa tudo papasse
Seria um papa -papão

Borboletas Amarelas

Borboletas amarelas
Pousam leve na janela
E com seu olhar aguçado
Admiram Anabela.

Com seu vestido rodado
Com bolinhas e miçangas
Rodopiando ao acaso
Entre rosas brancas
Um roseiral inteiro
Para alegrar o dia
Da graciosa Anabela.

Ela brinca esvoaçante
Sem nem se preocupar
Com o fim da estação
A primavera está findando
Vem chegando o verão.


O Pintas Dragão

Era uma vez uma ilha no meio do Oceano Atlântico há muitos e muitos anos.Essa ilha era habitada por estranhas criaturas inexistentes nos nossos tempos. Num dia de muito calor um ovo enorme eclodiu. Lá de dentro saiu um dragão verde às pintinhas amarelas.Como todos os dragões cuspia chispas de fogo e tinha uma língua que mais parecia um chicote vermelho. Apesar do ar assustador, o dragão era muito pouco temerário. Talvez por ainda ser pequenino. Ouvia um pássaro atravessar o céu e logo se escondia na gruta que lhe servia de abrigo. Devido a esse facto o dragão quase não conhecia a ilha onde morava. O dragão gostava muito de cogumelos e amoras.
Um dia comeu tanto que ficou doente, cheio de dores de barriga. As suas pintas amarelas até ficaram roxas. Gritava a bom gritar. Os seus gritos chegavam ao outro lado da ilha. Nesse lado existia um feiticeiro que cheio de pena de quem estivesse com tamanhas dores pôs-se a caminho. Seguindo os sons lá acabou por encontrar o dragão. Fez-lhe logo um chá de ervas.O dragão, cheio de medo, lá bebeu o chá,e passadas duas horas já não tinha dores. O feiticeiro questionou então:
- Nunca te tinha visto. Moras aqui há muito tempo?
- Nem por isso. Nasci há poucos meses e não costumo sair daqui porque temo que existam seres maus na ilha.
- Mas tu és um dragão! Não devias ter medo. Além disso, a ilha é muito calma e não há nada a recear. Um dia destes devias fazer-me uma visita. O lado de lá da ilha é muito bonito e além disso eu vivo muito sozinho.
Terminando a conversa, os dois despediram-se. O dragão nunca mais comeu em demasia.Mas a vinda do feiticeiro tinha sido muito produtiva. Além de ficar sem dores de barriga, ficou a saber que nada havia a temer no resto da ilha. E sempre tinha arranjado um amigo!
Certo dia nasceu no céu um sol radioso. O dragão pensou que seria uma bela ocasião para ir visitar o seu amigo feiticeiro. E assim fez. Pelo caminho ia ficando admirado com o que ia encontrando. Naquele lado da ilha a vegetação era diferente e teve mesmo de atravessar um riacho!
Estava quase a chegar quando se lembrou que não tinha nada para oferecer ao seu amigo. Muito atento, pôs-se à procura de algo. Como “quem procura sempre encontra”, levou-lhe um cogumelo muito perfeitinho e bonito.
À chegada, o feiticeiro veio ao seu encontro.
- Meu querido amigo! Há quanto tempo? Nunca mais teve dores de barriga?
- Ah! Não! Até lhe trouxe um cogumelo.
- Vou já prepará-lo. Assim vamos comê-lo ao lanche. Mas primeiro temos de ver se este cogumelo não é venenoso, porque se fôr e o comermos ficaremos os dois muito doentes. Conversaram longamente, e como escureceu entretanto, o dragão ficou lá a dormir até ao dia seguinte. Depois, é claro, voltou à sua gruta no outro lado da ilha. Mas já estava combinado. Quando pudesse, o feiticeiro ia vê-lo. Nada como um bom amigo para as ocasiões, não é verdade?

E não te esqueças: se procurares, encontrarás!

Autor: Anabela Baptista


O meu pequeno-almoço

Pão e leitinho
Logo de manhã       BIS
O pequeno-almoço
Dá-me a mamã

O meu pequeno-almoço
A primeira refeição        BIS
De manhã ao acordar
Que grande satisfação

Com ele vou crescer
E andar todo o dia        BIS
O pequeno-almoço
Dá-me energia

O meu pequeno-almoço
A primeira refeição        BIS
De manhã ao acordar
Que grande satisfação